{"id":922,"date":"2014-07-08T02:10:06","date_gmt":"2014-07-08T02:10:06","guid":{"rendered":"http:\/\/doisf.net\/gestao\/?p=922"},"modified":"2014-07-08T02:10:06","modified_gmt":"2014-07-08T02:10:06","slug":"angustiadosaber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/doisf.net\/gestao\/?p=922","title":{"rendered":"Ang\u00fastia do Saber"},"content":{"rendered":"<p>Todos os dias tento me atualizar lendo as not\u00edcias de jornais, newsletters, e\u00b4mails e uma leitura r\u00e1pida em algumas principais revistas, al\u00e9m de troca de informa\u00e7\u00f5es com os amigos e colegas nas redes sociais, <em>WhatsApp<\/em> e <em>Skype<\/em>. Hoje, inclusive, j\u00e1 podemos fazer tudo atrav\u00e9s do &#8220;simples&#8221; <em>Smartphone<\/em>.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>E foi essa odisseia di\u00e1ria que me fez lembrar novamente de uma reportagem do Renato Bernhoeft que li e depois escrevi em um blog a algum tempo atr\u00e1s. Ela comentava sobre a \u201ctecnoangustia&#8221;. \u00a0Mas o que \u00e9 isso afinal de contas? \u00c9 meu amigo, tamb\u00e9m fazem parte do caminh\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias as novas palavras que ir\u00e3o compor nosso novo vocabul\u00e1rio, ou seja, precisamos de reciclagem di\u00e1ria. Com isso voc\u00eas j\u00e1 devem ter percebido a quantidade de conhecimento que temos e que precisamos adquirir. Da\u00ed \u00e9 que aparecem palavras novas como esta. Com o crescimento, velocidade e a facilidade dos meios de acesso a comunica\u00e7\u00e3o e somada a tecnologia, elas nos provocam para o quanto podemos e devemos saber.<\/p>\n<p>Mas, a necessidade de ter mais informa\u00e7\u00e3o acaba provocando a ang\u00fastia, e o problema \u00e9 procurar saber demais.<\/p>\n<p>O escritor americano Richard Saul Wurman que se tornou um arquiteto de informa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 escreveu mais de 75 livros dos mais diversos assuntos, entre eles medicina, mercado financeiro, animais de estima\u00e7\u00e3o, etc. Ele comenta que o segredo \u00e9 n\u00e3o saber nada em rela\u00e7\u00e3o ao tema, e que o descobrimento sobre o assunto \u00e9 o que realmente interessa para a maioria dos leitores. Ele comenta: \u201cQue num mundo onde pessoas s\u00e3o cercadas de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o saber nada sobre certos assuntos pode ser t\u00e3o importante para a sa\u00fade mental quanto o sil\u00eancio \u00e9 para o musico.\u201d<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de que o mundo gira mais r\u00e1pido do que se pode acompanhar acaba levando a frustra\u00e7\u00e3o e angustia das pessoas. E \u00e9 f\u00e1cil reparar, pois vemos o tempo todo aparecer equipamentos mais modernos e sistemas mais recentes que devem ser absorvidos por n\u00f3s para ficarmos atualizados em nossas carreiras e relacionamentos. Em certas \u00e1reas o conhecimento pode ficar ultrapassado em menos de seis meses.<\/p>\n<p>Mas a dificuldade maior da \u201ctecnoangustia\u201d \u00e9 que devemos aceitar a mudan\u00e7a. Para isso precisamos meios de superar estas bruxas que nos impedem mudar e compreender as novas tecnologias, cada uma a seu tempo e necessidade.<\/p>\n<p>Veja abaixo algumas quest\u00f5es para reflex\u00e3o sobre os sintomas t\u00edpicos. Estas informa\u00e7\u00f5es foram retiradas do livro \u201cAnsiedade da Informa\u00e7\u00e3o\u201d, de Richard Wurmann.<\/p>\n<p>\u201cPor mais esfor\u00e7o que fa\u00e7a, n\u00e3o consegue sentir-se atualizado com o mundo a sua volta. Sente-se culpado cada vez que olha para a pilha de jornais, revistas e o volume de e\u00b4mails recebidos que n\u00e3o conseguiu ler.Fica abatido quando uma pesquisa na internet resulta num documento de dezenas de p\u00e1ginas, pois acredita que, se n\u00e3o ler todas elas, n\u00e3o saber\u00e1 tudo que deve sobre o assunto. Acena afirmativamente, sem convic\u00e7\u00e3o, sempre que algu\u00e9m menciona um livro, um filme ou uma not\u00edcia que voc\u00ea, na verdade, nunca ouviu falar. Acha que o problema \u00e9 seu e n\u00e3o do fabricante quando percebe que n\u00e3o consegue seguir as instru\u00e7\u00f5es para montar um aparelho que comprou. Cerca-se de aparelhos na esperan\u00e7a de que simples presen\u00e7a deles a sua volta ajude a torn\u00e1-lo uma pessoa mais adaptada a alta tecnologia. Sente-se envergonhado quando tem dizer \u201cn\u00e3o sei\u201d mesmo que a pergunta se refira a sucess\u00e3o no Nepal ou no novo programa de correio eletr\u00f4nico da Microsoft.\u201d<\/p>\n<p>Reflita e fa\u00e7a com que estas observa\u00e7\u00f5es se revertam a seu favor.<\/p>\n<p>Somente a t\u00edtulo de conhecimento, mas n\u00e3o fique &#8220;tecnoangustiado&#8221; em precisar saber:<\/p>\n<p>Uma edi\u00e7\u00e3o de final de semana do \u201cNew York Times\u201d possui mais informa\u00e7\u00e3o que uma pessoa comum que morava na Inglaterra no s\u00e9culo XVII poderia receber durante toda a sua vida. Existem atualmente mais de 2 bilh\u00f5es de p\u00e1ginas dispon\u00edveis na internet. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90 haviam apenas dez canais na televis\u00e3o brasileira, hoje j\u00e1 h\u00e1 mais de 100 emissoras no ar e de diversas l\u00ednguas e assuntos.<\/p>\n<p>Uma \u00f3tima semana.<\/p>\n<p>Fabiano Felipe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os dias tento me atualizar lendo as not\u00edcias de jornais, newsletters, e\u00b4mails e uma leitura r\u00e1pida em algumas principais revistas, al\u00e9m de troca de informa\u00e7\u00f5es com os amigos e colegas nas redes sociais, WhatsApp e Skype. 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